Algumas cidades a gente leva na mala; outras, no coração
- casadasmemoriaspal
- 24 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de jul. de 2025
Tem lugares que passam pela nossa vida como uma brisa leve. Outros, entram como o sol da tarde — quentes, marcantes, impossíveis de esquecer. Palmas é, para muitos, esse segundo tipo de lugar.

A capital jovem do Tocantins já acolheu gente de todos os cantos. Pessoas que chegaram por um motivo — trabalho, estudo, família — e acabaram criando laços com a cidade, mesmo que por pouco tempo. Laços que, muitas vezes, sobrevivem à mudança de endereço, à correria dos dias, à distância no mapa.
“Ainda sinto saudade do calor da cidade — não só do sol, mas das pessoas”, conta Felipe, que morou em Palmas por quatro anos e hoje vive em Brasília. “Nunca vou esquecer o pôr do sol no mirante da Serra do Lajeado. Aquilo era meu momento de paz.”
Tem também a história da Luciana, que veio do Sul e passou apenas um semestre estudando na UFT: “Foi pouco tempo, mas Palmas me ensinou a ir mais devagar. Lembro da simplicidade, do cheiro da terra depois da chuva, da moça da padaria que me chamava pelo nome.”
Essas memórias mostram que a cidade vai além das quadras, das avenidas largas e do traçado planejado. Palmas vive nas lembranças de quem foi embora, mas continua voltando — nem que seja só em pensamento.
E o mais bonito é que essas lembranças não são todas grandes ou dramáticas. Muitas vezes, são as pequenas coisas que ficam:– A primeira feira de domingo e o caldo de cana fresquinho.– O barzinho escondido onde se ria mais do que se comia.– A árvore da rua que dava sombra no fim da tarde.– O vizinho que virou amigo e ainda manda mensagem no aniversário.
A Casa das Memórias Palmenses abre espaço também pra essas histórias: das passagens rápidas, dos encontros breves, dos laços invisíveis que ligam gente e cidade mesmo à distância.
Porque memória não precisa ter CEP fixo.E toda lembrança de Palmas é bem-vinda por aqui.
Se você tem uma história com Palmas, mesmo que antiga ou breve, saiba: ela merece ser contada. Porque cada memória é uma peça que ajuda a montar esse mosaico vivo e afetivo da nossa cidade.
Tem uma lembrança com Palmas? Mande pra gente. Sua história também faz parte da cidade — e a gente quer ouvir.





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