As histórias que levantaram a cidade
- Flavia Rodrigues
- 2 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Palmas cresceu rápido, mas não nasceu sozinha. Vieram braços de todos os cantos para levantar suas paredes. Vieram sonhos empacotados em sacola de lona, nos ônibus noturnos que cruzaram o país.
Chegaram famílias inteiras, empurradas pela esperança e pela falta de alternativa. Muitos se alojaram em barracos de madeira, sob lona preta. Trabalharam em obras, limparam terrenos, venderam doce na porta de escola. Construíram casa, depois bairro, depois cidade.
Com o tempo, os filhos daqueles que vieram “de fora” viraram de dentro. Viraram professor, comerciante, artista, líder comunitário. A cidade cresceu com os pés dessas pessoas, mas também com suas lembranças, sua fé, suas histórias.
Palmas é uma cidade nova com uma memória antiga — feita de tijolo, suor, e sotaques misturados. Cada rua tem o nome de um número, mas cada casa tem um nome de gente que ficou.





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