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Brincar entre a poeira vermelha e o pé de manga

  • Foto do escritor: Flavia Rodrigues
    Flavia Rodrigues
  • 27 de mar. de 2025
  • 1 min de leitura

Em Palmas, quando o sol esquenta o chão de terra e levanta aquela poeira vermelha, já dá pra saber: tem menino correndo descalço por aí. Era assim nas ruas de chão batido do Aureny, da 1306 Sul, da Arno 41… a cidade ainda era nova, mas as brincadeiras eram antigas.

A rua era o quintal de todo mundo. Tinha gente que brincava de pega-pega em volta do pé de manga, outros pulavam elástico até o chinelo arrebentar. O carrinho de rolimã pegava velocidade nas ladeiras de terra, e o joelho ralado era só mais uma marca da aventura.


As mães chamavam do portão, mas ninguém queria entrar. A hora certa era quando o sol se escondia atrás da Serra do Lajeado e os mosquitos começavam a picar.


Hoje, as quadras cresceram, as ruas mudaram, os meninos estão mais nas telas. Mas quem viveu aquela infância não esquece. Porque em Palmas, a memória também anda de pé no chão e carrega o cheiro do mato molhado depois da chuva.

 
 
 

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