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O cheiro da feira e a cidade acordando

  • Foto do escritor: Flavia Rodrigues
    Flavia Rodrigues
  • 27 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

No Aureny I, quem madruga no sábado não precisa de despertador. A cidade acorda com cheiro de pastel e o barulho do amolador de faca. O som metálico rodando pelas ruas avisa: hoje tem feira.

As barracas coloridas tomam conta da calçada. Pimenta, cheiro-verde, abacaxi de polpa amarela. Gente de toda parte se encontra ali. A feira é mais do que compra: é ponto de reencontro. Conversa, troca de receita, política e até promessa de oração.

É ali que Palmas revela sua alma: vinda de longe, mas plantada fundo. Vozes com sotaques do Maranhão, Pará, Piauí e Goiás. Um pedaço do Brasil se junta ali toda semana.

E mesmo que o tempo passe, que a tecnologia chegue e o dinheiro vire pix, a feira continua sendo um território sagrado da memória viva. Onde a cultura se vende a quilo, mas não tem preço.

 
 
 

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